A malária figura entre as enfermidades mais letais do planeta. A doença é provocada pelo parasita Plasmodium, que chega ao organismo humano por meio da picada do mosquito Anopheles fêmea infectado. Anualmente, a doença acomete milhões de pessoas, sendo responsável por aproximadamente 400 mil óbitos no mundo.
Um Pouco de História
Registros históricos apontam que a malária acompanha a humanidade há mais de 4 mil anos, com evidências da doença já no Egito Antigo. Por séculos, sua origem permaneceu desconhecida. Foi apenas no final do século XIX que o médico escocês Sir Ronald Ross comprovou, em 1897, que os mosquitos eram os responsáveis pela transmissão — descoberta que inspirou a escolha do dia 25 de abril como o Dia Mundial de Luta contra a Malária.
Como a Doença se Transmite
Quatro espécies do parasita Plasmodium são capazes de infectar humanos: P. falciparum, P. vivax, P. ovale e P. malariae. Os mosquitos transmissores têm hábitos noturnos, com maior atividade entre o entardecer e o amanhecer. Após a picada, os parasitas se instalam no fígado, se multiplicam e passam a atacar os glóbulos vermelhos do sangue.
Sinais e Sintomas
Os primeiros sinais costumam aparecer entre 10 e 15 dias após a infecção, podendo, em alguns casos, surgir somente após um ano, conforme a espécie do parasita. Os sintomas mais comuns são:
Febre alta
Calafrios e tremores
Dor de cabeça intensa
Cansaço e fadiga
Suor excessivo
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para convulsões, coma e morte.
Prevenção
A proteção contra a malária passa por atitudes simples e eficazes:
✅ Usar mosquiteiro tratado com inseticida ao dormir
✅ Aplicar repelente regularmente
✅ Usar roupas que cubram braços e pernas, especialmente à noite
✅ Evitar exposição em áreas de mata sem proteção
✅ Consultar um médico para uso de medicação preventiva quando necessário
Tratamento
O tratamento é feito com medicamentos antimaláricos, definidos conforme o tipo de parasita identificado e a gravidade do quadro clínico. Casos severos podem exigir hospitalização, com suporte intensivo como transfusão de sangue e oxigenoterapia. O diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.
A Luta Global
Desde o ano 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lidera ações globais para controle e eliminação da malária, alcançando reduções expressivas de casos e mortes em diversas regiões. Ainda assim, a doença persiste como grave problema de saúde pública, sobretudo na África Subsaariana e em regiões tropicais, como a Amazônia brasileira.
O Que Você Pode Fazer?
Além de adotar as medidas de proteção individual, é possível contribuir apoiando iniciativas de saúde pública e conscientizando familiares e vizinhos sobre os riscos e formas de prevenção da malária.
💚 Conhecimento protege. Prevenção salva vidas.
Autor: Nilson Cesar/Assessoria